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Nos
dias 5 e 6 de Maio de 2006, o ginásio do
Ibirapuera em São Paulo foi palco da estréia
do Pro Rad. O programa, que é uma parceria
da Rede Globo e da SportTV, e contou com o patrocínio
da Gatorade, Halls, e Chicletes, será realizado
em três finais de semana e apresenta modalidades
como o Patins In line, a Bike, o Skate e as Motos.
No primeiro final de semana ocorreram as competições
de Motor X e Patinação In line Vertical.
21 atletas foram inscritos para a prova de in
line, entre eles, os convidados japoneses e irmãos
Eito e Takeshi Yasutoko, e o Suéco Sven
Boekhorst de 25 anos. Entre os brasileiros, estavam
presentes atletas do cenário vertical local,
como Vinícios Rosa (Viba), Alberto Arakaki
(Japa), Felipe de Oliveira, Fuzil, Cigano, Leonardo
Valente, e também alguns “Streeteiros”
como Fabio Enes e Caio Germano, que acabou se
saindo bem no Half Pipe, ficando entre os 10 melhores.
Muitas caras novas também surgiram neste
evento, mostrando que a modalidade tem muito a
crescer no país. Fabiola da Silva, contundida,
não pode participar do evento, e atuou
como comentarista.
A competição foi marcada por um
grande número de atletas iniciantes no
vert com pouca experiência, muita disputa
de manobras parecidas entre os atletas nacionais
de maior nível, e um show a parte dos japoneses.
Os irmãos Yasutoko roubaram a cena com
o seu radicalismo e carisma. As manobras impressionam
até os atletas mais experientes, além
de levarem o público ao delírio.
Takeshi, de 19 anos venceu a competição
com manobras que são sua marca registrada
como o vicking flip e o doble flat spin de alleyop.
Seu estilo com muita leveza e a amplitude dos
aéreos são inquestionáveis,
e por isso, é o melhor atleta de vertical
do mundo no momento. A segunda colocação
ficou com o irmão mais velho, Eito de 22
anos.
Muito técnico, durante sua segunda volta
da final tentou por duas vezes a manobra que foi
criada por ele: Back flip, 360, Back flip, mas
errou nas duas tentativas. No aquecimento ele
tinha acertado, e depois do término da
competição, pediu para tentar novamente
e realizou a manobra com êxito. O ginásio
foi abaixo. Esta foi a primeira vez que a manobra
foi realizada em um ambiente de competição.
Anteriormente, ele só tinha completado
em WoodWard, onde treinou exaustivamente nas piscinas
de espuma e na famosa Rezi Ramp, e na Good Skate
Park em Kobe, cidade natal dos patinadores, onde
a família possui um skate park.
A surpresa foi a terceira colocação
de Felipe de Oliveira, que foi bem em suas duas
voltas e superou o suéco Sven, que tinha
passado na sua frente na semi final, mas caiu
na segunda volta da final, ficando na quarta colocação.
Beethoven ficou com a quinta posição
e Alberto Japa surpreendeu com a altura de seus
aéreos e nos altos dos seus 33 anos ocupou
a sexta colocação, provando que
ainda está na ativa e em uma bela forma,
mostrando novas manobras que antes não
realizava.
Muita radicalidade, novas manobras, muita técnica,
mas o que realmente marca é o carisma e
a humildade dos dois irmãos. Atenderam
a todos com muita atenção, imprensa
e público. Comentaram que esta não
foi a primeira vez que vieram ao Brasil. Em 1998
estiveram por aqui para participar de um evento
em São Vicente.
Constantemente indagados por todos de o porque
do nível técnico deles ser tão
acima dos outros atletas, a resposta é
simples: Eito comenta que desde que começou
a patinar ele se vê como um atleta, chega
a treinar até 10 horas por dia, diferente
dos outros companheiros de esporte que andam mais
por curtição. Essa foi a primeira
competição do ano dos Yasutoko,
que no final do mês seguem para a Coréia,
para os Asian X Games.
Filhos de patinadores (os pais faziam patinação
artística), os dois iniciaram na patinação
por volta dos 4 anos de idade. Takeshi está
no Guinness Book, como o atleta radical a se tornar
profissional mais novo, com apenas 11 anos de
idade. Há mais de uma década no
cenário radical, o que fica como lição
dos dois irmãos, que por sinal são
muito companheiros, é que a dedicação
total, aliada a muito apoio, incentivo e condições
de treinamento não são nenhuma novidade,
mas são a fórmula do sucesso. Com
tudo isso, será que algum patinador um
dia pode ultrapassar os dois?
Atletas
realizados, TV e patrocinadores muito contentes
com o resultado, público fascinado. Fica
a esperança que eventos como esse se tornem
uma rotina em nosso país.
Finalistas:
1. Takeshi
Yasutoko 295
2. Eito Yasutoko 249
3. Felipe de Oliveira “Felipinho”
240
4. Sven Boekhorst 222
4. Beethoven Pitanga 206
5.
Alberto Arakaki “Japa” 205
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