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Técnica
de saída
(largada)
Ramiro Riveros Laserna
Técnico Seleção Brasileira
de Patinação de Velocidade
Ramiro
é colombiano, licenciado em Educação
Física e atualmente dedica-se ao treinamento
de nossa seleção de patinação
de velocidade. Colocamos o texto em "portunhol"
evitando alterar qualquer expressão do
autor. Estaremos a cada semana inserindo uma matéria
nova do Ramiro, aguardem! |
Foto:
www.photoegrafia.com.br |
Esta
é parte de um movimento onde o patinador tem
que exercer a maior força no momento da fricção
do chão com os patins, passando por uma série
de movimentos que permitirão que os passos sejam
executados para fazer o empurre.
Para
as provas na patinação de velocidade são
necessários dois tipos de saída:, uma
a reação e outra
individuais de frente, dependendo do tipo de
prova. O desempenho na saída pode ser um fator
primordial para o resultado, sendo mais importante e
decisiva a saída individual de frente, pois esta
incide mais no resultado que as de reação.
Para as provas contra relógio de 200 e 300 metros
será a saída individual de frente e para
as provas de 500, 1.000 e provas longas em pelotão
a saída a reação.
Nesta matéria falaremos da saída
individual de frente.
Esta
é uma saída para as provas contra relógio
onde o patinador deverá ter um patins dentro
de uma caixa formada pela linha de largada e uma linha
desenhada a 60 centímetros desta (caixa de saída).
O patinador terá 10 segundos para sua largada
após a autorização do juiz.
Dividirei em cinco fases:
1. Concentração
2. Estabilidade
3. Apoio na caixa de saída
4. Deslocamento do centro de gravidade
5. Passos e aceleração
A
execução destas fases é diferente
para cada tipo de saída. Somente a primeira fase
(concentração) é igual a ambas
(saída individual e de reação).
1.
Concentração
Para as saídas é importante a concentração,
lembrar-se neste momento o que é necessário
fazer, tanto para os 300, 500, 1.000, quanto as provas
longas. Todas as
informações que neste momento de partida
estejam enviando a teu cérebro será importante.
Às vezes temos patinadores que se preocupam,
pelo tipo de patins que tem o outro patinador, o nível
que tem o adversário, pensamentos como "nossa
ele é campeão do mundo eu não tenho
nada que fazer". Estas informações
só deixam ao patinador fraco para assumir a prova.
Assim, desde que o patinador entre na pista, o mesmo
deve enfocar sua atenção e concentração
nele mesmo, pensar no que já fez, em tudo o que
ele treinou até esse momento, pensar
que o treino É, mais forte que a prova
que correrá, pensar que já teve que fazer
10 repetições de 1.000 MT nos treinos
para poder estar ali, pensar que preparação
tem e focalizar-se só na linha de chegada.
2. Estabilidade
Esta fase começa depois da fase de concentração
com um movimento de arriba para embaixo
(de cima para baixo), fazendo uma flexão extensão
da articulação dos joelhos onde o centro
de gravidade oscila para procurar a estabilidade do
corpo.
Os pés colocados são apoiados no chão
da seguinte forma:
O pé dominante ficará na frente com a
primeira roda do patins para fora da base de sustentação
ou para o externo da pista quando o pé dominante
é o direito, e para o interno da pista e fora
da base de sustentação quando for o pé
esquerdo for o dominante.
O
pé não dominante ficará atrás
do pé dominante, patins com as últimas
rodas juntas, paralelas e retas.
Joelhos
flexionados e centro de gravidade próximo ao
chão.
3. Apoio na caixa de saída
Aqui
o peso do corpo deve deslocar-se para o patins que está
na frente, liberando a perna de trás, deslocando
esta para fora da caixa de saída sem exagerar
no deslocamento, para facilitar o deslocamento do centro
de gravidade para a fase seguinte.
O
centro de gravidade se mantém baixo. Mãos
em posição diferente ao pé (mão
direita em posição contrária ao
pé esquerdo e vice-versa), apontada para a frente,
Joelho da perna que está atrás esticada
e joelho da perna de apoio na caixa de saída
se mantém flexionado.
4. Deslocamento do centro de gravidade
O centro de gravidade se desloca da perna que esta na
frente para a perna que esta fora da caixa de saída.
Passando de uma flexão a uma extensão
do joelho da perna que está na frente, e de uma
extensão, flexão e extensão do
joelho que está fora da caixa de saída.
A flexão e extensão que se faz pelo movimento
circular do centro de gravidade de abaixo para cima
até passar e descarregar o peso do corpo de novo
na perna que está na frente. Aqui o patinador
deve empurrar forte com o pé que está
fora da caixa de saída. Esta força será
a que permitirá o deslocamento do centro de gravidade
de novo a perna da frente, a perna de atrás se
libera para começar um movimento frontal.
5. As primeiras passadas
Para as primeiras passadas é importante que o
corpo e o centro de gravidade estejam acima e ligeiramente
adiantados para favorecer a força nas passadas
onde invólucro (aplico)
todo o peso do corpo nas primeiras passadas.
O joelho passa de atrás para a frente com o patins
reto e paralelo para depois apoiar este com uma torção
do tornozelo, ficando a roda dianteira fora e a traseira
próxima da base de sustentação.
Depois dos primeiros passos (em média 6 a 7 passos),
é necessário ir a procura de uma passada
com os empurres laterais, igual a técnica de
reta (se o percurso for na reta). Em pista, aplicar
depois dos 7 passos a técnica de curva com movimentos
rápidos e freqüentes.
Os
primeiros passos garantirão a velocidade que
o patinador terá no percurso.
Na
próxima matéria falaremos da saída
de reação.
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