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Técnica
de saída à reação
ou para pelotão
(largada)
Ramiro Riveros Laserna
Técnico Seleção Brasileira
de Patinação de Velocidade
Ramiro
é colombiano, licenciado em Educação
Física e atualmente dedica-se ao treinamento
de nossa seleção de patinação
de velocidade. Colocamos o texto em "portunhol"
evitando alterar qualquer expressão do
autor. Estaremos a cada semana inserindo uma matéria
nova do Ramiro, aguardem! |
Foto:
www.photoegrafia.com.br |
A
execução deste elemento varia para cada
atleta já que o principal é a comodidade
para a coordenação dos movimentos no momento
da largada. Por isso encontramos vários tipos
de posturas nas saídas dos 500 e 1.000 metros,
assim como para as provas longas.
De frente ou de lado, as duas posições
estão certas. O
principal é o primeiro passo, pois este deve
ser no sentido da competição. Deve-se
prestar atenção quando se executa o movimento
quando está de frente, pois às vezes,
o patinador comete erros por ter mecanizado movimentos
da saída livre, perdendo muitas vezes reação.
Eu sempre peço para meus atletas se posicionarem
de lado, pois nesta posição estarão
mais atentos e prontos para a reação no
momento em que o juiz apite ou dê a largada.
Este posicionamento gera certa agressividade competitiva,
introduzindo ao patinador desde a partida o clima da
competição.
Primeira fase: Posicionamento e concentração
Na linha de largada posicionar o corpo diagonalmente
a linha de largada, com o pé do lado não
dominante na borda externa, próximo a diagonal
da linha de largada. Para o patinador que é destro,
o pé esquerdo estará perto da linha de
largada e o pé direito distante desta.
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O
patinador aqui se concentra, antes que o juiz dê
a largada (fale pronto). O patinador deve realizar uma
flexão de joelhos e deixar o peso do corpo sob
o patins do pé não dominante (patins do
pé que esta perto da linha de largada). O patins
do pé dominante se mantém lateral ao outro,
gerando estabilidade e controle.
Quando
o juiz dá a largada, o patinador desequilibra
o corpo para a frente sem passar o patins ainda, o peso
do corpo é transferido para o patins do pé
dominante, em uma ação muito rápida,
para quando o juiz apite, o corpo já estará
projetado em direção da corrida. O patins
do pé não dominante (o que está
perto da linha de largada) poderá passar a linha
por ação da força exercida pelo
pé de trás (pé dominante).
Segunda fase: Primeiro passo
Este sempre deve estar na frente e com o pé que
está perto da linha de largada, este patins estará
diagonal no momento da largada e deve descer lateral
a pista. Para isto o corpo deve virar-se ficando na
frente. Imediatamente esta ação fará
com que o patins vire passando de uma posição
na borda externa a borda interna. A força que
exercerá sob o chão fará que este
primeiro passo seja longo ou curto.
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Terceria
fase: Seqüencia dos passos
A
combinação de flexão e extensão
do joelho permitirá a seqüencia dos passos.
O movimento é igual ao da saída de 300
m ou saída livre.
Erros mas freqüentes
1- Jogar o tronco para trás na partida
Lembre que os primeiros movimentos devem ser na direção
da competição, então para que jogar
o corpo para trás se o patinador deve ir para
na frente! No geral estes patinadores nunca dão
o primeiro passo mais rápido que os que têm
fazem um balanceio para trás
no momento da largada.
2- Esticar o joelho da perna que está
perto da linha de largada é outro erro comum
nos patinadores
Isto faz com que o corpo fique longe da linha de largada,
fazendo que quando este patinador dê o primeiro
passo para frente da linha de largada, os outros já
estarão dando o segundo passo.
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