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A
maior favela da América do Sul, e incrivelmente
um esporte tão pouco divulgado como o aggressive
inline¹ ganhou praticantes apaixonados de
dentro da comunidade. Verdadeiros atletas de ponta.
Esportes radicais fascinam qualquer criança,
todos querem fazer manobras de bicicleta ou skate.
Mas escolher patins é muito incomum, graças
a um cenário e imagens com valores agregados
de outros esporte, criou-se um estereótipo
pejorativo de patinador. Realmente não
da pra saber se isso é ruim ou bom, graças
a essa situação, quem escolhe patinar
é porque realmente se apaixona pelo esporte.
E na Rocinha foi assim que aconteceu.
No ano de 2004 o patins deu um passo importante
dentro da favela. Passou a fazer parte integrante
da ONG de esporte radicais chamada SBR (skate
bike roller), que até então era
conhecida como ASBR (associação
skate bike da rocinha). Fundada por atletas de
diferentes modalidades. A união dos esporte
foi pela busca de um espaço dentro da própria
comunidade, na tentativa de serem notados pelos
moradores como atletas e não vagabundos
ou coisas do gênero, que estão ligadas
ao estereotipo dos atletas radicais.
A ONG começou com obstáculos de
madeira no CIEP Airton Senna, e depois ganhou
um skate park bem na entrada da favela. Hoje a
pista não existe mais, além do mal
uso da rampa pelos próprios moradores que
não entendiam que ali era um local para
a pratica de esportes radicais, alguns governantes
julgaram desnecessário a existência
de um espaço para a realização
de esportes desse gênero e destruíram
as rampas para obras do PAC (projeto de aceleração
do crescimento). Mesmo sendo muito mal projetada
a pista era, pelo menos, um espaço para
o esporte dentro da comunidade.
Muito foi realizado pela SBR, uma ONG que não
veio de fora pra dentro e sim de dentro para dentro.
Foram os próprios atletas da comunidade
que perceberam o quanto importante seria a divulgação
de esportes naquela realidade pouco promissora.
Campeonatos foram organizados, passeios que uniam
todo esse pessoal em ônibus e partiam para
skate parks que muitos não tinham condições
de irem sozinhos.
Fruto de tudo que já foi realizado pela
ONG e de muito empenho, um nome se destacou dentro
da comunidade. Maxwell Alexandre, começou
a evoluir incrivelmente e hoje não representa
apenas a comunidade, mas sim todo o Rio de Janeiro.
É o atleta que mais cresce profissionalmente
na cena carioca. Em todos os campeonatos que competiu
em nível nacional, ficou entre os 10 primeiros.
Realmente um exemplo que vem fazendo a diferença,
muita dedicação e empenho o fizeram
chegar onde está, levando o nome da comunidade
para todo lugar por onde passa.
Marcas como a ForSports, patrocinadora do atleta.
Começam a prestar mais atenção
na comunidade e envolver-se em projetos que buscam
abrir cada vez mais portas para, a favela a ONG
e seus integrantes.

¹Aggressive
inline, modalidade de patinação
radical em rua e/ou obstáculos específicos
para a prática.
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